A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (9) que o laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte de Ana Alice Santos França, de 11 anos, em Serrana (SP), teve resultado indefinido. A menina morreu em novembro de 2025 após dar entrada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) em Ribeirão Preto (SP).
Os médicos acionaram a polícia porque encontraram indícios de sêmen no corpo da criança. No entanto, laudos anteriores já haviam descartado a presença de sêmen, drogas e veneno. O delegado Marcelo Melo de Lima Garcia, responsável pela investigação, afirmou que, apesar do resultado inconclusivo, as provas colhidas até o momento não afastam o padrasto da cena do crime.
Douglas Júnior Nogueira, padrasto de Ana Alice, está preso temporariamente desde novembro por suspeita de estupro de vulnerável. Ele nega envolvimento na morte. Segundo o delegado, depoimentos de testemunhas, contradições e imagens feitas pelo próprio padrasto pesam contra ele. Garcia já solicitou ao Ministério Público a prisão preventiva de Douglas.
No dia 11 de novembro, Ana Alice deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Serrana. O padrasto contou à polícia que encontrou a enteada desacordada em casa quando saía para buscar a mãe da criança no trabalho. A irmã de Ana Alice ajudou a socorrê-la. Inicialmente, o caso foi tratado como tentativa de suicídio, pois a menina tinha o cordão de um brinquedo enroscado no queixo.
Ao ser transferida para o hospital em Ribeirão Preto, os médicos identificaram material semelhante a sêmen e comunicaram a polícia. O delegado informou que Ana Alice apresentava lesões na região genital e hematomas no pescoço. A polícia investiga outro suspeito, cuja identidade não foi divulgada, e aguarda o resultado de uma segunda parte do exame toxicológico.



