O caso do Porsche azul, que chocou São Paulo em 31 de março de 2024, completa um ano nesta segunda-feira (31) sem data marcada para o julgamento do motorista Fernando Sastre de Andrade Filho. O empresário é acusado de dirigir embriagado e em alta velocidade, causando a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e ferimentos graves em seu amigo Marcus Vinicius Machado Rocha.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a data do júri popular ainda não foi definida porque a defesa de Fernando pode recorrer às instâncias superiores contra a decisão que o levou a júri. O empresário é réu por homicídio qualificado por perigo comum, na modalidade de dolo eventual, e lesão corporal gravíssima.
O acidente ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste da capital. O Ministério Público acusa Fernando de beber e dirigir a mais de 100 km/h, em uma via com limite de 50 km/h. Laudo do Instituto de Criminalística indicou que o Porsche bateu na traseira do Renault Sandero de Ornaldo a 136 km/h.
A defesa de Fernando busca reclassificar o crime de homicídio doloso para culposo, o que mudaria o julgamento para um juiz singular, e também pede sua liberdade provisória. A Justiça de São Paulo já negou sete pedidos de liberdade, mantendo a prisão preventiva. O Supremo Tribunal Federal também manteve a prisão em janeiro deste ano.
Fernando está detido desde 6 de maio de 2024 na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista. A defesa ainda solicita uma nova perícia no Porsche, alegando possível falha mecânica. Um parecer técnico contratado pelos advogados sugere que o carro pode ter apresentado problema nos parafusos das rodas, o que teria impedido a frenagem.



