Jovem morre em rope jump sem corda no interior de SP
Jovem morre em rope jump sem corda no interior de SP

A morte de uma jovem de 21 anos lançada de uma ponte sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump, no sábado (13), repercutiu na imprensa internacional. A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), no interior de São Paulo, e foi registrada em vídeo por testemunhas.

Repercussão internacional

O Clarín, um dos principais jornais argentinos, afirmou que a "jovem foi lançada ao vazio sem cordas e morreu devido aos ferimentos sofridos na queda". O La Nacion, também argentino, destacou que a morte trágica chocou todo o Brasil. Já a rede NBC News, dos Estados Unidos, abordou o fato de a vítima ter sido lançada sem os equipamentos de segurança e as prisões dos responsáveis.

Como ocorreu a tragédia

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda". A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.

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Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto. Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.

De acordo com testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda. Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.

Depoimento dos instrutores

Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.

A jovem havia feito um post antes do acidente: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?" Um homem que saltaria antes dela disse: "Era para ser eu".

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