Ex-jogadores de rugby condenados por estupro coletivo em 2017 serão julgados novamente na França
Ex-jogadores de rugby condenados por estupro coletivo em 2017 serão julgados novamente na França

Três ex-jogadores de rugby condenados por estupro coletivo em 2017 serão julgados novamente em apelação na França. Loïck Jammes, Denis Coulson e Rory Grice, atualmente detidos, enfrentam novo processo a partir de quarta-feira em Angoulême, com previsão de término até 3 de abril. Em primeira instância, Jammes e Coulson foram condenados a 14 anos de prisão, e Grice a 12 anos.

O caso ocorreu em 12 de março de 2017, quando a vítima, então com 20 anos, deixou um hotel em Mérignac chorando. Na denúncia, a estudante, hoje magistrada, afirmou ter seguido os jogadores a uma boate após consumir álcool, sem se lembrar do ocorrido. Ela acordou nua sobre uma cama, com uma muleta introduzida na vagina, cercada por homens nus e vestidos.

A defesa alega que as relações foram consentidas, baseando-se em um vídeo gravado por um dos acusados. A advogada de Coulson, Corinne Dreyfus-Schmidt, classificou a pena como 'irrazoável e excessiva'. Já a acusação sustenta que o vídeo mostra a vítima em 'estado dissociativo', segundo peritos psiquiátricos, e que a introdução de objetos configura estupro coletivo.

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Outros dois ex-jogadores, Chris Farrell e Dylan Hayes, que presenciaram a cena sem intervir, não recorreram das condenações: quatro anos de prisão (dois suspensos) para Farrell e dois anos com pena suspensa para Hayes. O julgamento ocorre a portas fechadas, a pedido dos acusados.

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