A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou nesta quarta-feira (6) que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é possível sob 'novos procedimentos', após a suspensão de uma breve operação militar dos Estados Unidos na hidrovia. A declaração foi divulgada pela mídia iraniana e parece ser a primeira reação de Teerã à decisão de Washington de interromper o 'Projeto Liberdade', uma operação para auxiliar a navegação de navios mercantes pelo estreito.
Os EUA iniciaram a missão na segunda-feira (4), mas a suspenderam na terça-feira (5), alegando progresso nas negociações de paz. A declaração iraniana não especificou quais seriam os novos procedimentos, mas agradeceu aos capitães e armadores estacionados no Golfo Pérsico e no Mar de Omã pela cooperação em relação à passagem pela hidrovia 'de acordo com os regulamentos do Irã'.
O Irã reivindica soberania sobre o Estreito de Ormuz e anunciou planos para cobrar das embarcações pela travessia segura, o que gerou alertas de líderes mundiais sobre a ilegalidade da medida sob a lei marítima. Desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações, permitindo-a apenas sob controle iraniano e mediante pagamento de taxa.
O estreito é uma das vias marítimas mais importantes do mundo, por onde passam quase um quinto do petróleo e gás global. Após a falha de tentativas de negociação, o presidente Donald Trump anunciou que forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz. Teerã ameaçou retaliar contra navios de guerra e portos vizinhos. Enquanto isso, o cessar-fogo foi estendido, com a suspensão da campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã.



