A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Renevant para combater fraudes que ultrapassam R$ 5,6 milhões no programa Farmácia Popular, no Espírito Santo. Seis estabelecimentos são suspeitos de receber recursos públicos por meio da venda simulada de medicamentos que nunca foram entregues.
Segundo as investigações, as farmácias envolvidas utilizavam nomes de pessoas mortas ou moradoras de outros estados para preencher receituários médicos falsificados. A ação visava criar uma prestação de contas fictícia ao Ministério da Saúde para obter os valores dos medicamentos não fornecidos.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de contas dos envolvidos no valor do prejuízo. Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Vila Velha e na Serra, na Grande Vitória, foram apreendidos blocos de receituários e carimbos médicos falsificados.
Os suspeitos poderão responder por associação criminosa, estelionato contra a União, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica e uso de documento falso. O nome das farmácias não foi divulgado pela PF.
O Ministério da Saúde informou que, somente em agosto, 282 farmácias foram descredenciadas no estado, restando 614 participantes. O diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Rafael Bruxellas Parra, afirmou que os descredenciamentos ocorreram por auditoria ou ausência de dados, e que o programa sofreu tentativa de desmantelamento no governo anterior.



