Uma falha no sistema de pedágio eletrônico free flow, que opera sem cancelas, resultou em cobranças indevidas para motoristas no oeste do Paraná. Um condutor de caminhonete pagou R$ 103,20 em vez de R$ 17,20, pois o sistema identificou erroneamente o veículo como uma carreta.
O modelo começou a operar na região em 23 de fevereiro. Desde então, pelo menos três motoristas procuraram a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, para relatar cobranças incorretas. Um morador de Capitão Leônidas Marques recebeu duas cobranças ao passar pelo pedágio de Santa Lúcia, uma correta e outra seis vezes maior.
Segundo a concessionária EPR Iguaçu, responsável pelo trecho, o erro ocorreu porque uma carreta invadiu parcialmente a pista ao lado, interferindo na leitura do sensor. Em outro caso, Radamés Filipetto passou pelo pórtico com sua caminhonete e foi cobrado R$ 68,80, valor que deveria ser R$ 34,40. Um terceiro motorista, de Francisco Beltrão, foi cobrado como se estivesse dirigindo um caminhão de dois eixos.
A concessionária informou que acionou a empresa responsável pela tecnologia dos pórticos e está realizando ajustes no sistema. A empresa afirmou que os casos são pontuais e que o sistema passa por monitoramento constante. Motoristas que utilizam TAG devem conferir o extrato logo após a passagem e, em caso de divergência, comunicar a concessionária em até sete dias para correção.
Paralelamente, um grupo de 24 deputados estaduais protocolou uma ação popular na Justiça Federal para suspender a implantação do free flow no Lote 4 das concessões rodoviárias do Paraná, na região noroeste. A ação questiona a legalidade do sistema e aponta inconsistências no processo licitatório, argumentando que a cobrança de tarifa cheia contraria a Lei Federal nº 14.157/2021, que prevê cobrança proporcional ao trecho utilizado.



