As audiências do caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio da policial militar Gisele Alves Santana, começam nesta segunda-feira (28) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A fase de instrução processual contará com depoimentos de 42 testemunhas, entre elas peritos e familiares da vítima. O interrogatório do réu está marcado para o último dia da instrução, 3 de julho.
Acusação e defesa
Neto é acusado de matar Gisele e simular um suicídio. A defesa do tenente-coronel nega as acusações. Se houver indícios suficientes de autoria e materialidade, ele poderá ser levado a júri popular. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens de câmera corporal que mostram o oficial no corredor do prédio enquanto policiais atendiam à ocorrência no apartamento onde a companheira foi encontrada baleada.
Depoimentos e provas
Entre as testemunhas arroladas estão peritos criminais que realizaram a perícia no local do crime e familiares de Gisele, que devem prestar depoimento sobre o relacionamento do casal. A acusação sustenta que Neto teria disparado contra a vítima e forjado o cenário de suicídio. A defesa, por sua vez, alega que não há provas consistentes para a acusação de feminicídio.
Próximos passos
Após a conclusão da instrução, o juiz responsável pelo caso decidirá se o réu será pronunciado, ou seja, se irá a júri popular. A decisão deve ocorrer nas semanas seguintes ao interrogatório. O crime ocorreu em maio deste ano, e desde então Neto está preso preventivamente.



