Dados do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito em São Paulo (Infosiga-SP) apontam que veículos com até dois anos de fabricação estão envolvidos em 22% dos acidentes registrados de janeiro a agosto na região administrativa de Campinas. O professor da Unicamp, Creso de Franco Peixoto, atribui o fenômeno ao excesso de confiança ao volante e à alta velocidade.
Peixoto destaca que, embora os carros modernos contem com tecnologias como airbag obrigatório e freios ABS, esses recursos não evitam acidentes quando há excesso de velocidade. Ele ressalta que a velocidade permitida nas vias é definida com base em diversos fatores, e o veículo é apenas um deles.
O professor também enfatiza a importância do cinto de segurança, lembrando que o airbag é um complemento, não um substituto. Ele alerta para a 'terceira colisão', que ocorre quando o cérebro se choca contra a caixa craniana durante a desaceleração brusca.
Além disso, o Infosiga-SP revela que, entre janeiro e agosto, 758 pessoas morreram em acidentes na região, sendo 81,4% do sexo masculino. Homens de 26 anos lideram as mortes, com 20 óbitos, seguidos por homens de 37 anos, com 19 mortes. Condutores entre 18 e 24 anos representam quatro em cada dez envolvidos em sinistros.



