Há mais de 50 anos, a família do aposentado Aldenor Ferreira, de 79 anos, mantém viva uma tradição que se repete em toda Copa do Mundo: pintar e decorar a casa nas cores do Brasil. Quem passa na Rua Nabuco de Araújo, antiga Rua do Brilho, fica admirado com a decoração em frente à residência. A casa do aposentado, no Conjunto Esperança, virou símbolo da paixão da família pelo futebol.
Início da tradição na década de 1970
Com bandeiras pintadas e espalhadas pelo muro e fitas nas cores verde e amarelo, a família mantém o gesto de decorar a rua desde a década de 1970, quando Aldenor comemorou o tricampeonato brasileiro pelo rádio. Segundo Aldenor, o planejamento para enfeitar a casa e deixar o ambiente no clima da Copa atualmente é feito por ele, a filha e um neto. "Foi só nós que fizemos o planejamento aqui", recordou o aposentado.
Diminuição da tradição na rua
Apesar de manter a paixão pelo futebol viva, o aposentado conta que a tradição dos moradores de enfeitar toda a rua diminuiu com o passar dos anos. "Aqui tinha uma tradição muito grande e enfeitava a rua todinha, mas estão enfraquecendo", diz.
Casa vira ponto de encontro
A filha de Aldenor, a administradora Nice Ferreira, de 54 anos, conta que era tradição os moradores da rua se juntarem para decorar a rua em época de Copa. Contudo, com o passar dos anos, alguns moradores que participavam da ornamentação acabaram morrendo. "Conversando com meu pai, que gosta de futebol, já foi técnico daqueles times de bairro, disse: 'Pai, vamos fazer o seguinte, vamos ornamentar a casa, porque a gente gosta de futebol'. Meu irmão que mora em João Pessoa, disse que ia patrocinar a pintura, que era da Copa antiga. Então, eu, ele e o meu filho juntamos nossos recursos e compramos as coisas para fazer as ornamentações", destacou.
Copa do Mundo como sinônimo de união
De acordo com Nice, nos dias de jogo a rotina muda e a casa vira o ponto de encontro para familiares e amigos. Juntos, eles se reúnem para torcer e compartilhar momentos que vão além dos resultados dentro do campo. Segundo ela, para a família, a Copa do Mundo é sinônimo de união. "A gente aluga as mesas, compra a carne para fazer o churrasco, fazemos aquelas coisas todas que um bom torcedor tem que ter ali para poder fluir bem o futebol. Tudo é a gente que faz, simples, mas com muito amor e todo jogo, graças a Deus, dá bastante gente", concluiu.



