Viúva de gari morto em BH cobra julgamento de empresário preso por homicídio: 'Covardia'
A viúva de Laudemir de Souza Fernandes, gari morto em 2022 após uma briga de trânsito em Belo Horizonte, cobra o julgamento do empresário René Nogueira Júnior, acusado do crime. A Justiça de Minas Gerais negou mais um habeas corpus ao réu, que deverá ir a júri popular.
Liliane França da Silva, viúva da vítima, manifestou indignação com a demora no processo. Ela classificou a atitude do empresário como 'covardia' e pediu que a Justiça seja feita. 'Ele tirou a vida do meu marido de forma cruel e ainda tenta se esquivar da Justiça. Não podemos deixar isso impune', declarou.
O crime ocorreu em setembro de 2022, quando Laudemir, de 39 anos, foi atingido por um tiro após uma discussão no trânsito. René Nogueira Júnior foi preso em flagrante e responde por homicídio qualificado. Desde então, a defesa do empresário tem recorrido a habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva, mas todos os pedidos foram negados pela Justiça mineira.
Além do processo criminal, o caso também gerou desdobramentos na carreira da esposa do acusado, a delegada Ana Paula Lamego Balbino. Ela foi afastada da Polícia Civil de Minas Gerais há quase um ano e responde a um processo administrativo disciplinar que pode resultar em sua demissão. A delegada é investigada por supostas irregularidades na condução de investigações relacionadas ao marido.
A viúva de Laudemir afirma que a demora no julgamento aumenta o sofrimento da família. 'Meu marido era um trabalhador honesto, pai de família. Não merecia ter a vida tirada de forma tão violenta. Quero que o assassino seja julgado e pague pelo que fez', desabafou Liliane.
O Ministério Público de Minas Gerais já ofereceu denúncia contra René Nogueira Júnior, e a expectativa é de que o julgamento ocorra ainda neste ano. A defesa do empresário, por sua vez, alega que ele agiu em legítima defesa e que não há risco de fuga ou obstrução da Justiça.



