Ibama investiga manchas de óleo em Ipanema; material vai para análise
Ibama investiga manchas de óleo em Ipanema; material vai para análise

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu uma investigação para apurar a origem das manchas de óleo encontradas na Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O material suspeito foi recolhido e será encaminhado para análise no laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A informação foi confirmada pelo órgão ambiental nesta sexta-feira (11).

Primeiras constatações e coleta de amostras

As manchas foram avistadas por banhistas e frequentadores da orla no início da semana. Técnicos do Ibama estiveram no local e realizaram a coleta do material, que apresentava aspecto oleoso e coloração escura. De acordo com a nota oficial do instituto, as amostras serão submetidas a exames laboratoriais para determinar a composição química e possível origem do poluente.

“O Ibama está em campo desde a primeira notificação e já coletou amostras para análise. O material será analisado pelo laboratório da UFRJ, referência em análises ambientais”, informou o órgão em comunicado.

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Possíveis causas e impactos ambientais

Embora ainda não haja conclusões sobre a fonte do vazamento, as primeiras hipóteses apontam para possível descarte irregular de resíduos de embarcações ou vazamento em dutos submarinos. A região de Ipanema é conhecida por sua importância turística e ecológica, abrigando o Parque Natural Municipal de Ipanema e áreas de recife próximas à costa.

Especialistas alertam que, dependendo da composição do óleo, o impacto pode afetar a fauna marinha, como tartarugas e aves, além de comprometer a qualidade da areia e da água. A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, acompanha o caso e pode interditar trechos da praia caso haja risco à saúde pública.

Antecedentes e monitoramento

O litoral carioca já enfrentou episódios semelhantes, como o vazamento de óleo ocorrido em 2022 na Baía de Guanabara. Desta vez, a ação rápida do Ibama visa evitar que o problema se espalhe. O órgão informou que equipes de fiscalização estão monitorando a orla e que novas amostras podem ser coletadas nos próximos dias.

“Estamos trabalhando em conjunto com a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo para identificar a origem. A análise da UFRJ será crucial para direcionar as ações de responsabilização e mitigação”, acrescentou o Ibama.

Até o momento, não há registro de animais atingidos, mas o instituto pede que a população evite contato direto com o material e denuncie novos avistamentos pelo telefone 0800-61-8080.

Próximos passos

Os resultados das análises laboratoriais devem ficar prontos em até 15 dias. Com base neles, o Ibama poderá multar os responsáveis e exigir medidas de reparação ambiental. A multa para crimes de poluição pode chegar a R$ 50 milhões, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

A UFRJ, por sua vez, confirmou que já recebeu as amostras e iniciou os procedimentos de análise. O laboratório da universidade é referência em geoquímica orgânica e já colaborou com o Ibama em outras investigações de vazamentos de óleo.

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