A integração da bioeconomia no plano de desenvolvimento nacional é essencial para desbloquear financiamentos e acelerar a implementação de iniciativas sustentáveis. Essa foi a principal conclusão de especialistas reunidos no III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, parte da Rio Nature & Climate Week (RNCW). O evento, que ocorre no Rio de Janeiro, reúne lideranças globais para discutir soluções financeiras para a crise climática.
Parcerias entre países do Sul global
Os painelistas destacaram que a cooperação entre países do Sul global surge como uma alternativa viável para superar os desafios de financiamento. A troca de experiências e tecnologias entre nações em desenvolvimento pode reduzir custos e aumentar a eficácia de projetos de bioeconomia. Além disso, a criação de mecanismos financeiros conjuntos foi apontada como um caminho promissor.
COP30 e a transição justa
A COP30, prevista para 2025, foi mencionada como um marco importante para definir metas de transição justa dos combustíveis fósseis e combate ao desmatamento até 2030. Especialistas alertaram que, sem a inclusão da bioeconomia nos planos nacionais, os países em desenvolvimento podem ficar à margem dos fluxos de financiamento climático.
Proteção de territórios indígenas também foi considerada fundamental para o avanço da bioeconomia. Comunidades tradicionais são guardiãs de grande parte da biodiversidade e precisam ser incluídas nas estratégias de desenvolvimento sustentável.
O evento reforçou a necessidade de políticas públicas integradas e de um ambiente regulatório favorável para atrair investimentos privados. A bioeconomia, segundo os especialistas, não é apenas uma questão ambiental, mas também de desenvolvimento econômico e social.



