Em 2025, a Amazônia conseguiu recuperar sua superfície de água após dois anos consecutivos de seca severa. De acordo com o relatório da rede MapBiomas, que compila dados de 1985 a 2025, o bioma registrou um aumento de 2,6% acima da média histórica. Esse resultado representa uma reversão parcial da tendência de perda hídrica observada nos anos anteriores.
Recuperação na Amazônia
Estados como Pará e Amazonas foram os principais responsáveis pelo ganho, com aumentos significativos na área alagada. A recuperação está associada a chuvas mais regulares no período, embora especialistas alertem que ainda é cedo para considerar a reversão como definitiva. A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, desempenha um papel crucial no clima global e na regulação dos ciclos hidrológicos.
Pantanal ainda sofre
Em contraste, o Pantanal continua enfrentando uma situação crítica. O bioma ficou 56% abaixo da média histórica de superfície de água, mesmo apresentando uma leve recuperação em comparação com 2024. A seca prolongada e as mudanças nas dinâmicas hídricas têm afetado a biodiversidade e as comunidades locais, que dependem dos recursos hídricos para sobrevivência.
O relatório da MapBiomas destaca que, enquanto a Amazônia mostra sinais de melhora, o Pantanal ainda precisa de atenção urgente. A redução na superfície de água impacta diretamente a fauna, a flora e as atividades econômicas, como o turismo e a pecuária. Os pesquisadores recomendam políticas de conservação e manejo sustentável para mitigar os efeitos da seca.
Os dados completos do MapBiomas estão disponíveis para consulta, oferecendo uma visão detalhada da evolução dos corpos d'água no Brasil ao longo de quatro décadas. A recuperação da Amazônia é um alento, mas a situação do Pantanal reforça a necessidade de ações coordenadas para enfrentar os desafios climáticos no país.



