Agropecuária brasileira é protagonista no debate sobre emissões de metano
A agropecuária brasileira ocupa posição central nas discussões sobre emissões de metano no país, sendo responsável por cerca de 75% da produção nacional desse poluente. O tema foi amplamente debatido durante o Fórum Freio de Emergência Climática, realizado na Rio Nature & Climate Week, onde especialistas apresentaram estratégias para conciliar o aumento da produção agropecuária com a redução das emissões.
O Brasil é o quinto maior emissor de metano do mundo, e a pecuária bovina é a principal fonte desse gás de efeito estufa. O metano tem um potencial de aquecimento global cerca de 28 vezes maior que o dióxido de carbono em um período de 100 anos, o que torna urgente a busca por soluções sustentáveis.
Desafios e soluções para o setor
Entre os principais desafios apontados pelos painelistas estão a necessidade de adoção de tecnologias sustentáveis, como a melhoria da alimentação do gado para reduzir a fermentação entérica, e o uso de sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A rastreabilidade do gado também foi destacada como ferramenta essencial para monitorar e reduzir as emissões.
Além disso, o debate ressaltou a importância de políticas públicas e incentivos financeiros para que os produtores possam investir em práticas mais limpas. O setor agropecuário brasileiro já demonstra avanços, com a adoção de técnicas como o manejo intensivo de pastagens e a suplementação alimentar, que podem reduzir significativamente as emissões de metano.
A participação do Brasil no cenário global é crucial, uma vez que o país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. A busca por um equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade é vista como um caminho inevitável para atender às demandas do mercado internacional e às metas climáticas assumidas pelo país.



