O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, mantendo sua prisão preventiva. A influenciadora e advogada foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, em investigação que aponta vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Detenção e acusações
Deolane está presa desde maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. A acusação sustenta que ela teria participado de um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa, utilizando sua atuação como advogada para movimentar valores ilícitos. Ela nega as acusações e alega que todos os valores recebidos foram por serviços advocatícios legítimos.
Investigação e decisões judiciais
A investigação teve início em 2019, após a apreensão de documentos do PCC que indicavam a participação de Deolane e de outros suspeitos. O Supremo Tribunal Federal (STF) também já havia rejeitado anteriormente um pedido de prisão domiciliar para a influenciadora. Além de Deolane, outros membros da facção foram denunciados no mesmo inquérito.
A defesa de Deolane informou que recorrerá da decisão do TJSP. Segundo o advogado, não há provas concretas que liguem a influenciadora ao PCC, e a prisão preventiva é desproporcional. O caso segue em segredo de Justiça.



