A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 5 votos a 4, que a legislação federal permite a contagem de votos enviados pelo correio que cheguem após o dia da eleição, desde que tenham sido postados até a data do pleito. A decisão mantém prazos de tolerância em 30 estados e representa um revés para o Partido Republicano e o Partido Libertário.
Decisão histórica sobre prazos eleitorais
Os magistrados mantiveram uma lei do Mississippi que autoriza a contagem de votos enviados pelo correio, desde que postados até o dia da eleição e recebidos em até cinco dias úteis. A decisão é considerada uma vitória rara para os Democratas. O processo foi originado por uma contestação do Comitê Nacional Republicano (RNC) contra a postura do Mississippi.
Argumentos e divisão na corte
A decisão de 48 páginas relembra a história da contagem de votos nas eleições americanas. A maioria foi composta pela juíza conservadora Amy Coney Barrett, pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, e pelos juízes liberais Sonya Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson. Os dissidentes foram Samuel Alito, apoiado por Clarence Thomas e Neil Gorsuch. John Kavanaugh aderiu parcialmente.
Impacto para as eleições
Com essa decisão, estados como Mississippi podem continuar a contar votos recebidos após o dia da eleição, desde que cumpridos os requisitos de postagem. A medida afeta diretamente a logística eleitoral em 30 estados que possuem prazos semelhantes. A decisão impede que os republicanos restrinjam a contagem de votos por correspondência, um tema polêmico nas eleições de 2020.



