Banco Safra contesta venda da Braskem
O Banco Safra ingressou com uma ação judicial na última segunda-feira solicitando a suspensão da venda do controle da Braskem para a gestora IG4. A instituição financeira alega que o processo de alienação foi conduzido com irregularidades, prejudicando seus direitos como acionista.
Segundo o banco, a operação não respeitou os procedimentos legais e estatutários, além de ter sido realizada sem a devida transparência. O Safra detém cerca de 5% das ações da petroquímica e afirma que não foi informado adequadamente sobre os termos do negócio.
Detalhes da ação judicial
A ação foi protocolada na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O Banco Safra pede liminarmente a suspensão da venda até que sejam esclarecidas as supostas irregularidades. Entre os pontos questionados estão a ausência de assembleia de acionistas para aprovar a operação e a falta de laudos de avaliação independentes.
O banco também alega que a IG4 não teria apresentado garantias financeiras suficientes para arcar com o pagamento, estimado em R$ 10 bilhões. A Braskem, em nota, afirmou que o processo foi conduzido dentro da lei e que confia na Justiça para reverter a ação.
Impacto no mercado e na empresa
A Braskem é a maior petroquímica do Brasil e sua venda tem implicações significativas para o setor. Caso a suspensão seja concedida, o negócio pode ser atrasado ou até mesmo cancelado, gerando incertezas para investidores e funcionários. A ação do Safra também abre precedente para que outros acionistas questionem a venda.
O mercado reagiu com cautela: as ações da Braskem caíram 2,5% no pregão de terça-feira. Especialistas apontam que a judicialização pode alongar o processo e reduzir o valor da empresa. A IG4, por sua vez, afirma que cumprirá todas as exigências legais e que a transação é vantajosa para todas as partes.
O juiz responsável pelo caso ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar. O Banco Safra espera uma decisão rápida para evitar danos irreparáveis aos seus interesses.



