Réu por matar estudante de veterinária com cabo de notebook em Goiânia
Réu por matar estudante de veterinária com cabo de notebook

O acusado de matar o estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, com um cabo de carregador de notebook tornou-se réu, conforme informou a TV Anhanguera. O crime ocorreu dentro do apartamento da vítima em Goiânia. A perícia apontou que Luciano morreu por asfixia causada por estrangulamento.

Cronologia do crime

Luciano foi encontrado morto no domingo, 10 de maio deste ano, por uma prima, após o pai do jovem não conseguir mais contato com o filho. O estudante estava em seu apartamento em um condomínio no bairro Cidade Jardim. Na quarta-feira seguinte, Walison Ascanio Tito, de 31 anos, foi preso como suspeito, localizado perto da rodoviária de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

O g1 não conseguiu contato com a defesa de Walison para um posicionamento até a última atualização desta reportagem.

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Detalhes da investigação

Segundo o tenente da Polícia Militar Gustavo Quaranta, o suspeito esteve com o estudante no dia do crime. Imagens de câmeras de monitoramento mostram Luciano dirigindo um carro vermelho e entrando pelo portão do prédio, com Walison no banco do passageiro.

O delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios, informou que o suspeito relatou ter tido relações com a vítima, mas se arrependeu e decidiu cometer o crime. De acordo com o delegado, os dois não se conheciam antes do dia do crime. “O autor estava transitando pela rua quando foi abordado por Luciano, que estava em seu próprio veículo, e o convidou para ingerir bebida alcoólica. Eles passaram em uma distribuidora de bebidas, compraram uma quantidade de bebida alcoólica e seguiram para o apartamento da vítima”, relatou.

Motivação e objetos levados

A investigação aponta que Walison matou Luciano por estrangulamento, usando o cabo do carregador do notebook. O delegado descartou motivação patrimonial, afirmando que o acusado levou o notebook e um calçado da vítima apenas para não levantar suspeitas, já que ele usava tornozeleira eletrônica. No apartamento, havia itens de valor que não foram levados, reforçando a hipótese de que o crime não foi um furto. No entanto, Walison vendeu o notebook por R$ 100 no mesmo dia para comprar drogas.

Antecedentes criminais do suspeito

Walison já havia sido condenado por homicídio, respondia por roubo e receptação, e estava usando tornozeleira eletrônica. O tenente Gustavo Quaranta destacou que ele possuía outros registros criminais, como furto e ameaça. “Esse indivíduo fazia uso de tornozeleira eletrônica e, algum tempo depois do cometimento do crime, ele rompe a tornozeleira, possivelmente no intuito de se esquivar da responsabilidade do crime”, declarou.

Perfil da vítima

Luciano Milo de Carvalho é descrito como uma pessoa carinhosa pelos familiares. A sobrinha dele, Ana Laura Milo de Oliveira, de 19 anos, contou ao g1 que ele era um aluno exemplar e muito estudioso. Luciano já era formado em Direito, mas não quis seguir a profissão e estava cursando Medicina Veterinária. “Ele era a alegria da nossa família, uma pessoa muito alegre, luz por onde passava. Uma pessoa com um coração muito bom e justo”, completou.

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