A polícia britânica informou no domingo que não há indícios de que o assassinato da ex-ministra Ann Widdecombe tenha tido motivação política. Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua casa na zona rural do sudoeste da Inglaterra na quinta-feira, com ferimentos graves. Um homem de 28 anos foi preso em Rotherham, no norte da Inglaterra, no sábado à noite.
Investigação em andamento
O subchefe de polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, pediu que a população não especule sobre motivos enquanto a investigação continua. "Neste momento, ainda não há informações que sugiram que se trate de um incidente relacionado ao terrorismo e não estamos procurando mais ninguém em conexão com este assassinato", disse Longman. "Os detetives mantêm a mente aberta quanto ao possível motivo. Nesta fase, não há nada que sugira que tenha sido motivado por questões políticas."
Perfil da vítima
Ann Widdecombe foi uma política conservadora que atuou como ministra adjunta no governo de John Major na década de 1990. Ela deixou o cargo de deputada em 2010, mas posteriormente ingressou no Reform UK, partido de Nigel Farage, como porta-voz para imigração e justiça.
Contexto de violência política
O Reino Unido tem um histórico recente de assassinatos de parlamentares. A deputada trabalhista Jo Cox foi morta a tiros e facadas por um agressor obcecado pelo nazismo durante a campanha do Brexit em 2016. O deputado conservador David Amess foi esfaqueado até a morte em 2021 por um homem inspirado pelo Estado Islâmico.
Outro suspeito preso na sexta-feira foi liberado no dia seguinte sem acusação. A polícia continua investigando o caso.



