Três policiais militares condenados por esquema de empréstimos ilegais
A Justiça de Rondônia condenou três policiais militares por envolvimento em um esquema de empréstimos ilegais e cobrança de dívidas com uso de ameaças e violência. Eles perderam os cargos públicos. A decisão, proferida no âmbito da Operação Soldados da Usura, conduzida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), também atingiu outros integrantes de uma organização criminosa.
Penas superiores a 21 anos
Os réus foram condenados por crimes como organização criminosa, usura, extorsão, falsidade ideológica e coação no curso do processo. As penas variam conforme a participação de cada um, chegando a mais de 21 anos de prisão em regime fechado. Há ainda condenações superiores a 17, 15 e 14 anos de reclusão. A Justiça também determinou o pagamento de indenizações às vítimas e fixou uma indenização por dano moral coletivo de R$ 100 mil, valor destinado ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).
Operação Soldados da Usura
A operação foi deflagrada em fevereiro de 2025 e teve como alvo uma organização criminosa suspeita de praticar empréstimos ilegais, cobrar juros abusivos e usar violência para forçar o pagamento das dívidas. Na primeira fase, três policiais militares e outras seis pessoas foram presas preventivamente, suspeitas de liderar e lucrar com o esquema. Segundo o MP, mesmo após as prisões, parte do grupo que permaneceu em liberdade continuou atuando.
Segunda etapa da operação
A segunda etapa da ação ocorreu em Porto Velho e Buritis, com o objetivo de cumprir sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados bens, veículos e valores que somam mais de R$ 2,7 milhões. As investigações apontam que os suspeitos agiam de forma extremamente agressiva, utilizando armas de fogo, ameaças e violência física para forçar as vítimas a pagar empréstimos com juros abusivos.
Investigação iniciada por denúncia
As investigações começaram após uma denúncia feita à Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Rondônia contra policiais militares, apontando indícios de crimes de usura e extorsão. De acordo com o Ministério Público, o grupo é suspeito de cometer crimes como lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica, que ainda estão em apuração.



