Nego Di condenado a 14 anos por rifas ilegais e lavagem de dinheiro
Nego Di condenado a 14 anos por rifas ilegais

O influenciador digital Nego Di foi condenado a 14 anos de prisão pela Justiça do Rio Grande do Sul por envolvimento em um esquema de rifas ilegais, lavagem de dinheiro e uso de documento falso. A sentença, divulgada nesta semana, detalha que o esquema movimentou milhões de reais e atingiu milhares de pessoas, contando com a participação da esposa do influenciador, Gabriela Vicente de Sousa, na ocultação dos recursos.

Entenda o esquema de rifas ilegais

De acordo com a decisão judicial, Nego Di utilizava suas redes sociais para promover rifas não autorizadas, nas quais os participantes pagavam por números para concorrer a prêmios como carros de luxo e eletrônicos. As rifas, no entanto, não possuíam registro na Caixa Econômica Federal ou qualquer outra autorização legal, configurando contravenção penal. A investigação apontou que o influenciador arrecadou aproximadamente R$ 5 milhões com as rifas entre 2020 e 2022.

Lavagem de dinheiro e ocultação de recursos

Além das rifas ilegais, Nego Di é acusado de lavagem de dinheiro por meio da compra de bens de luxo, como carros e imóveis, em nome de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. A esposa, Gabriela, teria auxiliado na movimentação financeira, usando contas bancárias pessoais para receber os valores das rifas e transferi-los para contas de familiares. A sentença destaca que o casal agiu de forma coordenada para dificultar o rastreamento do dinheiro.

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Documento falso e outras acusações

Nego Di também foi condenado por uso de documento falso, após apresentar um comprovante de residência adulterado durante as investigações. A defesa do influenciador afirmou que vai recorrer da decisão, alegando falta de provas e irregularidades no processo. O Ministério Público, por sua vez, comemorou a condenação, ressaltando que a sentença serve de alerta para outros influenciadores que utilizam rifas ilegais como forma de ganho fácil.

Impacto e repercussão

A condenação de Nego Di gerou grande repercussão nas redes sociais, com seguidores e críticos comentando o caso. Especialistas em direito digital apontam que a decisão judicial é um marco no combate a crimes financeiros praticados por influenciadores, que muitas vezes agem com impunidade. A pena de 14 anos, em regime fechado, reflete a gravidade dos crimes e o alto valor movimentado. O caso também levanta questões sobre a regulamentação de rifas e sorteios online, que ainda carecem de fiscalização eficaz no Brasil.

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