O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do empresário Vorcaro, preso preventivamente desde o mês passado. A decisão mantém Vorcaro na carceragem da Polícia Federal em São Paulo.
Contexto do pedido
A defesa argumentava que Vorcaro não oferecia risco à investigação e que sua saúde estaria debilitada, necessitando de cuidados especiais em casa. No entanto, Mendonça entendeu que os motivos que justificaram a prisão preventiva ainda persistem.
Segundo o ministro, não há elementos novos que justifiquem a alteração da medida cautelar. “A prisão domiciliar não se mostra adequada neste momento, diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a ordem pública”, escreveu em sua decisão.
Investigação em curso
Vorcaro é investigado por suposto envolvimento em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. A Operação da Polícia Federal aponta que ele atuava como intermediário em negócios ilícitos. A defesa nega as acusações.
O empresário está detido desde 20 de maio, quando foi alvo de mandado de prisão temporária, convertida posteriormente em preventiva. A defesa já havia impetrado habeas corpus no STJ, negado anteriormente.
Reações
O advogado de Vorcaro afirmou que respeita a decisão, mas que continuará buscando a liberdade do cliente. “Vamos analisar os próximos passos jurídicos, incluindo a possibilidade de novo recurso”, declarou.
Especialistas apontam que a negativa de prisão domiciliar é comum em casos de crimes graves, onde há risco de fuga ou obstrução da Justiça. A defesa ainda pode recorrer ao plenário do STF.



