Polícia Civil indicia dono de moto aquática por morte em Ilhabela
Indiciado dono de moto aquática por morte em Ilhabela

A Polícia Civil indiciou o responsável pela moto aquática usada no passeio que resultou na morte de Dheorge Pereira Bernardino e no resgate de Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, após cerca de 42 horas à deriva no mar em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. O caso ocorreu em 24 de maio.

Indiciamento e crimes

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem, identificado como Neto Mineiro, foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade. A defesa de Neto Mineiro afirmou ao g1 que não houve comunicação oficial sobre o indiciamento e que o investigado não foi intimado para um indiciamento formal.

O acidente

Bruna e Dheorge saíram para um passeio de moto aquática em 24 de maio e desapareceram no mar. No dia seguinte, a embarcação foi encontrada à deriva, sem os ocupantes. Bruna sobreviveu e Dheorge foi encontrado morto em 1º de junho, no Litoral Norte. A causa da morte foi afogamento. As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Marinha, Força Aérea Brasileira (FAB) e Polícia Militar.

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Resgate de Bruna

Na manhã de 26 de maio, Bruna foi encontrada por pescadores em alto-mar, consciente, usando colete salva-vidas e com sinais de hipotermia e desidratação. Ela recebeu atendimento médico e teve alta dois dias depois. Após receber alta, Bruna afirmou que a moto aquática começou a afundar durante o passeio e que a correnteza arrastou os dois para mar aberto.

Investigações em andamento

A SSP informou que o laudo necroscópico do IML foi concluído e anexado ao inquérito. Novos depoimentos foram colhidos e a Delegacia de Ilhabela segue realizando diligências. A Marinha também instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do acidente. Até a publicação desta reportagem, o procedimento seguia em andamento.

Posição da defesa

A defesa de Neto Mineiro disse ter sido surpreendida com a informação do indiciamento. O advogado ressaltou que o indiciamento pode ter sido realizado de forma indireta, hipótese prevista em lei, mas que isso não significa, necessariamente, que o Ministério Público oferecerá denúncia pelos crimes apontados. A defesa aguarda acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.

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