O Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu condenou Evandro Martins, de 49 anos, a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pela morte de Clynton Moisés Lopes, de 32 anos. O crime ocorreu em setembro de 2025, após o réu flagrar a vítima com sua esposa. Os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, mas também acolheram a tese da defesa de que Evandro agiu sob violenta emoção logo após injusta provocação, o que reduziu a pena.
Detalhes do crime
O crime aconteceu na manhã de 3 de setembro de 2025, no bairro Vila C. Segundo a investigação, Evandro descobriu que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal com Clynton e foi até a residência onde os dois estavam. De acordo com o Ministério Público, antes de entrar no imóvel, o acusado desligou a energia elétrica da casa. Em seguida, encontrou a esposa e a vítima em um quarto e matou Clynton com golpes de faca. A mulher presenciou o crime; sua identidade não foi divulgada.
A investigação apontou ainda que, após o homicídio, Evandro danificou o carro da vítima, determinou que a esposa limpasse o local, tomou banho, foi trabalhar normalmente e, horas depois, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, onde confessou o crime. Ele está preso desde então.
Pena reduzida
Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu a condenação por homicídio qualificado. A defesa pediu o reconhecimento do chamado homicídio privilegiado, alegando que o réu agiu sob forte emoção ao surpreender a esposa com o amante. Na sentença, a juíza Danuza Zorzi Andrade fixou inicialmente a pena em 16 anos e 6 meses de prisão. O tempo foi reduzido para 13 anos e 9 meses devido à confissão espontânea do réu. Com o reconhecimento do homicídio privilegiado pelos jurados, a pena foi reduzida em mais um terço, chegando ao total de 9 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado. A magistrada também determinou que Evandro permaneça preso.
Recursos
Após o julgamento, o promotor Nielson Norberto de Azerêdo afirmou que respeita a decisão dos jurados, mas discorda do reconhecimento da violenta emoção como circunstância para reduzir a pena. Segundo ele, o Ministério Público ainda vai analisar a possibilidade de recorrer da sentença. A advogada Fabiana Irala, que atua na defesa de Evandro, disse que o caso foi complexo e que a equipe também avaliará a decisão antes de definir se apresentará recurso. O prazo legal para recorrer é de cinco dias após a publicação da sentença.



