Disputa judicial por imóvel histórico envolve Família Imperial em Petrópolis
Disputa por imóvel histórico envolve Família Imperial

A Família Imperial brasileira enfrenta mais uma disputa judicial envolvendo imóveis históricos em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Desta vez, o imóvel é a Casa da Princesa Isabel, localizada no Centro da cidade. A Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP) propôs a cobrança de aluguel de R$ 2,5 mil a Francisco e Maria Cristina de Orleáns e Bragança, que residem no segundo andar do edifício.

Histórico do imóvel e da disputa

A Casa da Princesa Isabel, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), é um ponto turístico importante da cidade. O térreo do imóvel abriga a sede da CIP, enquanto o segundo andar é objeto da ação judicial. Segundo a companhia, os moradores não pagam aluguel há anos, o que motivou a cobrança.

Em fevereiro de 2019, o imóvel já havia sido cenário de conflitos, incluindo a reintegração de posse do Palácio do Grão-Pará, outro imóvel histórico da família, por Dom Pedro Tiago. A situação evidencia as tensões envolvendo a posse e o uso de propriedades que pertenceram à monarquia brasileira.

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Posição dos envolvidos

Francisco e Maria Cristina de Orleáns e Bragança, que são descendentes da Família Imperial, contestam a cobrança. Eles argumentam que têm direito de morar no imóvel por questões históricas e familiares. A CIP, por sua vez, alega que o imóvel é de sua propriedade e que os ocupantes devem pagar pelo uso.

Segundo a Companhia Imobiliária de Petrópolis, o valor do aluguel de R$ 2,5 mil é baseado em uma avaliação de mercado. A empresa afirma que já tentou um acordo extrajudicial, mas não houve sucesso. O caso tramita na Justiça estadual do Rio de Janeiro.

Impacto e contexto

A disputa pela Casa da Princesa Isabel é mais um capítulo nos conflitos judiciais envolvendo a Família Real brasileira e imóveis históricos em Petrópolis. A cidade, que foi residência de verão da família imperial, abriga diversos palácios e casarões tombados, muitos dos quais são alvo de ações de reintegração de posse ou cobrança de aluguéis.

Especialistas em direito imobiliário apontam que a situação é complexa, pois envolve questões de patrimônio histórico, direito de posse e obrigações contratuais. A decisão judicial pode estabelecer um precedente para outros casos semelhantes na região.

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