Diretores da ONG RioSolidário, Ana Carolina Chateaubriand e Gilbrando Freitas, receberam salários mensais de quase R$ 10 mil da Secretaria de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro, apesar de exercerem funções na organização não governamental. A prática, revelada por documentos oficiais, levanta questionamentos sobre a mistura entre o público e o privado.
Salários pagos pelo governo a funcionários de ONG
Segundo informações obtidas, os salários eram pagos regularmente pela secretaria, enquanto os diretores continuavam atuando na ONG. O caso veio a público após reportagem que analisou registros de pagamentos. O Palácio Guanabara, sede do governo estadual, afirmou que não há mais funcionários da entidade vinculados a órgãos estaduais.
Questionamentos éticos e legais
Especialistas consultados consideram a prática potencialmente ilícita, pois pode configurar desvio de finalidade ou improbidade administrativa. A situação expõe a fragilidade dos controles sobre a destinação de recursos públicos e a relação entre o governo e organizações do terceiro setor.
Procurada, a ONG RioSolidário não se manifestou até o fechamento desta edição. O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai analisar o caso para verificar eventuais irregularidades.



