Thiago Brennand: sétima condenação soma mais de 54 anos de prisão
Brennand: sétima condenação soma mais de 54 anos

O empresário pernambucano Thiago Antônio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira foi condenado pela sexta vez por crimes contra mulheres, acumulando mais de 54 anos de prisão em regime fechado em pelo menos quatro processos que tramitam em São Paulo. A condenação mais recente ocorreu na segunda-feira (13) em Porto Feliz, interior de São Paulo, onde Brennand foi sentenciado a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão, além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção, por crimes praticados contra uma ex-companheira. O juiz também determinou o pagamento de R$ 100 mil à vítima a título de reparação civil. Cabe recurso.

Histórico de condenações

Brennand responde atualmente a nove processos na Justiça. Em dois deles, ele foi condenado em primeira instância, mas absolvido pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Essas ações estão em fase de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e somam outros 16 anos de pena sugerida pelos juízes de primeira instância. As condenações mantidas incluem:

  • Estupro contra uma mulher norte-americana: condenado inicialmente a 10 anos e 6 meses de prisão. Em 2025, o TJ-SP reduziu a pena, mas manteve a condenação. Em 2026, o STJ restabeleceu a pena original.
  • Agressão contra a modelo Helena Gomes em uma academia de São Paulo: condenado a 1 ano e 8 meses de prisão, mantida pela Justiça.
  • Estupro com emprego de violência física e grave ameaça: condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em 2024.
  • Agressão, estupro e ameaças em Porto Feliz, obrigando a mulher a fazer tatuagem com suas iniciais: condenado a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão (regime fechado), além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção (regime aberto).

Nos casos em que foi absolvido na segunda instância, Brennand havia sido condenado a 8 anos de prisão por estupro contra uma massagista e a 8 anos por estupro da estudante de medicina Stefanie Cohen. A defesa recorre ao STJ.

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Detalhes do caso de Porto Feliz

O caso de Porto Feliz ocorreu em 2022, quando a vítima, identificada como K. M. de L. B., relatou ao programa Fantástico, da TV Globo, ter sofrido agressões, estupro, ameaças de morte e divulgação de vídeo íntimo sem consentimento. Ela também afirmou ter sido forçada a tatuar as iniciais de Thiago Brennand no corpo. Após a denúncia, outras mulheres também vieram a público com acusações semelhantes.

Prisão e vida pessoal

Atualmente, Brennand cumpre pena na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, interior de São Paulo. Ele se casou na cadeia com sua advogada de defesa, Karina de Paula Kufa, que agora assina como Karina Kufa Brennand. Ela perdeu provisoriamente a guarda do filho após o casamento. Em nota sobre as absolvições, a advogada afirmou: "Recebemos a absolvição com confiança na Justiça e no reconhecimento da verdade dos fatos. A decisão reforça que acusações precisam estar amparadas em provas e depoimentos consistentes. A isolada palavra da mulher não deve sustentar uma acusação, ainda mais sob a forte suspeita de conluio para fins escusos. Seguimos confiantes de que, nos demais casos, a análise criteriosa das provas demonstrará a inexistência de prática criminosa." O g1 procurou a advogada para comentar a nova condenação, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Impacto e repercussão

As condenações de Brennand somam mais de 54 anos de prisão, refletindo a gravidade dos crimes cometidos contra mulheres. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, com denúncias de vítimas estrangeiras que relataram tatuagens forçadas, estupros e tortura psicológica durante encontros na Europa. A Justiça segue analisando os recursos, enquanto Brennand permanece preso.

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