Jair Ribeiro defende priorizar currículo básico e IA na educação
Jair Ribeiro defende priorizar currículo básico e IA na educação

O fundador e presidente do Parceiros da Educação, Jair Ribeiro, defende que o Ministério da Educação (MEC) deve priorizar o currículo, focando em conhecimentos básicos e na capacidade interpretativa e de raciocínio dos estudantes. A declaração foi feita durante o evento Brasil Adiante, promovido pelo Estadão, que busca apresentar propostas concretas para o próximo presidente.

Diagnóstico crítico da educação

Ribeiro destacou dados alarmantes: apenas 34% dos estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública têm nível adequado de aprendizado em Português, e somente 5% em Matemática, segundo o Saeb 2023. “Ainda temos um volume muito grande de crianças abaixo do básico, nessa escuridão cognitiva”, afirmou.

Prioridades para o MEC

Para Ribeiro, o MEC deve atuar como indutor de políticas para estados e municípios. As três principais medidas são:

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  • Priorizar o currículo: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) “cobre muita coisa e não dá profundidade”. É essencial focar em língua portuguesa e matemática básica.
  • Expandir escolas de período integral: o modelo de Pernambuco mostrou que um ano integral equivale a três anos regulares. O governo federal reduziu recursos para esse programa em 2025.
  • Programa de recomposição de aprendizagem: ações como o Professor Tutor em São Paulo, que atuam no nível certo do aluno, devem ser ampliadas.

Financiamento e eficiência

Ribeiro criticou o programa Pé-de-Meia, que custa R$ 18 bilhões, por não ter evidências de eficácia, enquanto programas de recomposição são comprovados. “O Brasil tem dinheiro, mas precisa priorizar melhor”, disse. Ele sugere redirecionar recursos e usar avaliações como o Saeb para medir resultados.

Inteligência artificial como aliada

O presidente do Parceiros da Educação destacou que a IA pode ser uma “grande niveladora de conhecimentos”, desde que os alunos dominem leitura e matemática básica. “Não precisa ensinar programação, mas sim o que pedir para a IA”, explicou, citando estudo do Instituto Nacional de Economia dos EUA.

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