Exclusão digital de idosos é o novo analfabetismo no Brasil
Exclusão digital de idosos: novo analfabetismo

A exclusão digital dos idosos no Brasil é apontada como a nova face do analfabetismo, segundo a colunista Flávia Oliveira. Embora o acesso à internet entre pessoas com 60 anos ou mais tenha triplicado desde 2016, muitos ainda estão excluídos do mundo virtual por falta de conhecimento, o que os torna dependentes de familiares, amigos e vizinhos para realizar tarefas básicas, como acessar serviços bancários ou agendar consultas.

Crescimento do acesso, mas persistência da exclusão

Dados mostram que o uso da internet por idosos saltou de 24% em 2016 para 68% em 2024. No entanto, o analfabetismo digital ainda atinge milhões, especialmente nas áreas rurais e na região Nordeste. A colunista destaca que a digitalização de serviços públicos e privados acelera a exclusão daqueles que não dominam as ferramentas digitais.

Vulnerabilidade a golpes e dependência

A falta de familiaridade com o ambiente online aumenta a vulnerabilidade dos idosos a golpes virtuais, como fraudes bancárias e phishing. Segundo a coluna, muitos idosos precisam recorrer a terceiros para transações simples, o que os expõe a riscos. “Os mais velhos passam a depender de familiares, amigos, vizinhos”, afirma Flávia Oliveira, ressaltando que essa dependência compromete a autonomia e a dignidade.

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Desigualdades regionais e sociais

A exclusão digital reflete desigualdades históricas: idosos com menor escolaridade e renda, residentes no Nordeste ou em zonas rurais, são os mais afetados. A coluna defende que políticas públicas devem priorizar a inclusão digital desses grupos, com treinamento e acesso facilitado a dispositivos e internet.

Autoridades são instadas a enfrentar esse desafio contínuo, que se agrava com o envelhecimento da população e a digitalização crescente. A exclusão digital de idosos, conclui a coluna, não é apenas uma questão tecnológica, mas um problema social que exige ação urgente.

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