O Amapá registrou o menor índice de acesso à educação infantil do país em 2025, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (19). Apenas 60% das crianças de 4 e 5 anos estavam matriculadas na escola, o pior resultado entre todos os estados brasileiros. Entre as crianças de 0 a 3 anos, que dependem de creches, somente 8,1% tinham vaga garantida.
Falta de vagas e infraestrutura
Segundo o levantamento, a escassez de vagas e a ausência de escolas próximas às residências são os principais entraves para o acesso à educação infantil no estado. O Amapá também não conseguiu atingir a meta de escolarização na idade correta. Em 2025, 92,9% das crianças de 6 a 14 anos estavam na etapa escolar adequada, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Plano Estadual de Educação.
O índice atual é inferior ao registrado antes da pandemia de Covid-19, quando o estado vinha alcançando as metas estipuladas.
Desigualdades no ensino médio
No ensino médio, entre adolescentes de 15 a 17 anos, a frequência escolar revelou disparidades por sexo e raça. Enquanto 73,7% das jovens mulheres estavam matriculadas, o percentual entre os homens foi de 72,9%. A desigualdade racial é ainda mais acentuada: 82,2% dos jovens brancos frequentavam o ensino médio, contra apenas 70,9% de pretos e pardos.
Avanços no ensino superior
Apesar das dificuldades na educação básica, o Amapá apresentou progressos no ensino superior. Em 2025, cerca de 109 mil pessoas com 25 anos ou mais concluíram a graduação, representando 23,6% da população nessa faixa etária. O levantamento também aponta avanço entre pretos e pardos: 61,4% concluíram pelo menos o ensino médio. Entre os brancos, o índice foi de 72,4%. Com esse resultado, o estado ocupou a sexta posição no país em proporção de pessoas com ensino superior completo.



