Teresina tem a menor renda mediana entre as capitais brasileiras
Teresina tem menor renda mediana entre capitais

Teresina, capital do Piauí, apresenta a menor renda mediana entre todas as capitais brasileiras, de acordo com a Pesquisa de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026, divulgada pela Agenda Pública nesta sexta-feira (3). O levantamento revela que a cidade enfrenta desafios significativos em desenvolvimento econômico e proteção social.

Renda mediana: o que é e como Teresina se posiciona

A renda mediana é o valor que divide a população em duas partes iguais: metade das pessoas recebe acima desse rendimento e metade recebe abaixo. Diferentemente da renda média, a mediana reduz a influência de valores muito altos ou muito baixos. Teresina registrou renda mediana de R$ 1.262 por mês, a menor entre as 26 capitais analisadas. O valor é inferior à média dos municípios brasileiros, estimada em R$ 2.010,29, e representa menos da metade da renda mediana observada em capitais como Florianópolis e Curitiba, que lideram o ranking com R$ 3 mil. Entre as capitais nordestinas, Teresina também aparece na última posição nesse indicador, atrás de Maceió e Fortaleza, ambas com renda mediana de R$ 1,3 mil.

Desempenho de Teresina em oito dimensões

A pesquisa mede a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras a partir de 47 indicadores de bases públicas e oficiais, organizados em oito dimensões: Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade. Os melhores resultados de Teresina foram registrados em infraestrutura (0,743), gestão (0,662) e educação (0,657), áreas classificadas como de alta qualidade. Já saúde (0,549), meio ambiente (0,512) e mobilidade (0,463) ficaram na faixa média. Os piores desempenhos apareceram em desenvolvimento econômico (0,241) e proteção social (0,394), considerados de baixa qualidade.

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Comparação regional e nacional

No recorte regional, Teresina aparece entre as capitais com melhor desempenho do Nordeste, mas a Agenda Pública destaca que a cidade enfrenta um alerta relacionado à renda. Segundo a pesquisa, as capitais nordestinas apresentam a segunda menor média regional do país, à frente apenas das cidades da Região Norte. Apesar de registrarem resultados relativamente melhores em infraestrutura e meio ambiente, ainda enfrentam dificuldades em áreas ligadas ao bem-estar social, como saúde, educação, proteção social e desenvolvimento econômico.

Metodologia da pesquisa

A Pesquisa de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026 utiliza como referência o Código do Usuário do Serviço Público, previsto na Lei nº 13.460/2017, que estabelece direitos dos usuários e normas para a prestação de serviços públicos. Cada indicador foi convertido para uma escala de 0 a 1, e a nota final de cada capital corresponde à média simples das oito dimensões, com pesos iguais. O índice não mede a satisfação do usuário, mas combina resultados de políticas públicas, estrutura disponível e capacidade de entrega da gestão.

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