Após quase 60 anos dirigindo táxis pelas ruas de Londrina, no Norte do Paraná, o taxista Antônio Teixeira Maciel, de 85 anos, conhecido pelo apelido "Boa Gente", decidiu se aposentar. A decisão foi tomada em conjunto com a família, e ele já é aposentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas continuou trabalhando até se sentir pronto para parar.
Carreira marcada por conquistas e perigos
Com 59 anos de profissão, Antônio criou três filhos com a renda das corridas e se orgulha de ter seguro do carro há 31 anos sem nunca ter usado. No entanto, enfrentou momentos de violência: foi vítima de assaltos, baleado e esfaqueado. Em um dos ataques, levou dois tiros durante uma corrida para dois homens, que roubaram seu carro e o abandonaram em seguida. "Quando cheguei no hospital [...] o médico localizou a bala, ela pegou raspando a coluna. O médico falou 'Antônio, você tem que beber um champanhe com a família. [...] quando encontrei a esposa no corredor, até chorei", relembra.
Adaptação às novas tecnologias
Apesar da idade, Antônio modernizou seus atendimentos com aplicativos de corrida e novas formas de pagamento. Ele garante que "nunca ninguém ficou sem pagar". A decisão de parar é tranquila e consciente, conforme contou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vence em 29 de junho e, desta vez, não será renovada. "Eu mereço não parar só quando vier um imprevisto ou ficar doente", disse Antônio.



