Sósias de Vini Jr. e Paquetá animam torcida no Alzirão antes de Brasil x Japão
Sósias de Vini e Paquetá animam torcida no Alzirão

É clima de decisão, de sofrimento… e de muito bom humor. O Brasil entra em campo na tarde desta segunda-feira (29) contra o Japão em jogo de mata-mata — daqueles que não permitem erro, nem zica, nem sair da frente da TV nem para buscar água. A missão é clara: vencer e garantir a vaga nas oitavas de final. O palco é Houston, nos Estados Unidos. Mas o coração da torcida parece mesmo estar espalhado pelos bairros do Rio de Janeiro.

Alzirão vira point de supersticiosos

Na Tijuca, o tradicional Alzirão virou ponto de encontro dos supersticiosos e dos animados de plantão. Com cerca de 25 mil pessoas esperadas por jogo, o local virou praticamente uma extensão oficial da arquibancada brasileira. E tem de tudo: bandeira, camisa da sorte… e até sósia de jogador.

Entre eles, “Vini Junior” e “Paquetá” fazem sucesso antes mesmo de a bola rolar. Em clima de confiança total — e zero modéstia —, os palpites são dignos de comentarista otimista: “2 a 0 Brasil com um gol do Vini Junior, o malvadeza, esquece. Um dele e outro do meu parceiro Paquetá”, cravou o sósia de Vini, já prevendo atuação de gala. Ao lado dele, o “Paquetá” já promete espetáculo completo: “Vai ter dancinha fora e dentro de campo e vou tocar para o meu parceiro malvadeza”, brincou, garantindo entrosamento — pelo menos no discurso.

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Festa na Zona Sul com samba e vista para o mar

Saindo da Zona Norte e descendo para a Zona Sul, a promessa é de festa com trilha sonora caprichada — o grupo Samba Que Elas Querem e Mumuzinho. Na Arena Copacabana, o cenário é de arquibancada com vista pro mar e muito samba no pé. Para o jogo de hoje, mais de 10 mil pessoas são esperadas nas areias de Copacabana. Se o Brasil fizer gol, tem quem diga que o som do pandeiro pode ser ouvido até no Japão.

Tradição na Zona Oeste: Arena Janetão

Já na Zona Oeste, em Santa Cruz, o clima mistura futebol, emoção e tradição. É lá que fica a famosa Arena Janetão, um ponto de encontro que nasceu dentro de casa — literalmente. Um grupo de amigos mantém o costume de se reunir na residência da Dona Janete durante os jogos da seleção. A anfitriã virou símbolo da torcida, e, após sua morte há um ano e meio, o local ganhou o nome em homenagem a ela.

Essa já é a quinta Copa do grupo reunido — e a expectativa só cresce. Entre um churrasco e outro, o sentimento é unânime: Dona Janete pode até não estar fisicamente, mas ninguém duvida que continua ajudando — seja na energia positiva ou, quem sabe, naquela forcinha invisível pra bola entrar. E assim segue o Rio de Janeiro: de olho na TV, coração acelerado e pronto pra comemorar.

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