A Rua Souza Uzel, conhecida como Rua 13, no bairro da Federação, em Salvador, tornou-se uma galeria a céu aberto com milhares de bandeirolas coloridas que balançam ao vento. A tradição, que começou na Copa de 2006, reúne gerações em torno da torcida pela Seleção Brasileira.
Início da tradição
O comerciante Ivo Vieira da Silva, de 54 anos, um dos principais organizadores, contou que tudo começou com Ronaldo Rangel, que colocou fitinhas com plásticos. "A gente achou interessante, resolveu dar continuidade", lembra.
Preparativos e materiais
Os preparativos para a Copa de 2026 começaram em maio, com a compra de materiais. Cerca de 30 pessoas trabalharam diretamente por 30 dias, mesmo com chuvas. Foram usados 200 quilos de plástico, 180 rolos de fitilho, 30 grampeadores e 5 mil grampos, com investimento de R$ 9 mil.
União da comunidade
Ivo destaca que a decoração fortalece a convivência. "A gente sempre coloca um lanche da tarde para incentivar", disse. A estudante Cibele Sandrini, 23 anos, moradora desde a infância, emociona-se com o espírito coletivo: "Mostra que foi resultado do esforço e da união de todo mundo. Só a Copa consegue fazer isso".
Ponto turístico
A fama da Rua 13 ultrapassou os limites do bairro. Em 2014, jornalistas do Reino Unido e dos Estados Unidos visitaram o local, além de turistas de Angola e países árabes. Este ano, a participação dos jovens foi ainda maior, garantindo a continuidade da tradição.
Festa nos dias de jogo
Nos dias de jogos do Brasil, a rua se transforma em um grande ponto de encontro. "A gente faz um sambinha, coloca televisão na rua, cada um traz um tira-gosto", destacou Ivo. A combinação com o São João torna a festa ainda mais especial.



