A cidade de Paty do Alferes, localizada no Sul Fluminense, é a principal candidata para receber o depósito definitivo de rejeitos radioativos provenientes das usinas de Angra dos Reis e de outras fontes. A informação consta em documentos oficiais, mas a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) afirma que ainda não há uma decisão final sobre o local da unidade, que será destinada a materiais de baixa e média radiação.
Projeto de R$ 350 milhões sem data para início
O projeto, orçado em R$ 350 milhões, ainda não tem data para começar. A falta de um depósito definitivo no Brasil é motivo de preocupação, já que os depósitos intermediários estão quase esgotados. Atualmente, os rejeitos de Angra dos Reis são armazenados temporariamente no complexo das usinas, mas a capacidade está no limite.
Possibilidade de privatização
Diante dos desafios financeiros e logísticos, a possibilidade de privatização do empreendimento é discutida como forma de viabilizar o projeto. A Cnen ressalta que estudos técnicos e ambientais ainda estão em andamento e que a escolha final do local levará em conta critérios de segurança e viabilidade.
Enquanto isso, a população de Paty do Alferes aguarda definições, enquanto especialistas alertam para a urgência de uma solução definitiva para os rejeitos radioativos do país.



