Jovem fica paraplégica após galho cair em praça de Curitiba
Jovem fica paraplégica após galho cair em praça de Curitiba

Uma jovem de 22 anos sofreu ferimentos graves após ser atingida por um galho que se soltou de uma árvore na Praça Osório, em Curitiba, no sábado (13). A fonoaudióloga Ana Beatriz Stubinski, que mora em Valinhos (SP) e estava visitando a família na capital paranaense, acompanhava a mãe, a irmã e o sobrinho na feirinha de inverno quando o acidente aconteceu.

O acidente

Andressa Tozato Gonçalves, irmã da vítima, relatou que a família estava em uma das barracas da feira quando o galho caiu, derrubando Ana. "Quando eu vi, ela estava no chão, caída, o tronco estava em cima do pescoço dela e tinha um pedaço do tronco em cima do carrinho do meu filho", detalhou. Segundo a família, no momento do acidente não chovia nem ventava.

Imediatamente, a Guarda Municipal prestou os primeiros socorros, imobilizou a vítima e acionou o Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). Ana foi levada de ambulância para o Hospital do Trabalhador. A mãe, Vanessa Stubinski, relembrou: "Do momento da queda em diante, ela não sentia mais as pernas. Ela reclamava de muita dor nas costas. A gente tentava ver se as pernas dela estavam funcionando, mas ela não estava sentindo".

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Lesões graves

A família informou que Ana sofreu uma fratura entre as vértebras T5 e T6 e uma perfuração no pulmão, que exigiu drenagem. "De repente, a minha filha está em uma cadeira de rodas e os sonhos dela interrompidos. Não que isso vá atrapalhar a vida dela, mas vai dificultar. Para uma menina de 22 anos, isso seria muito difícil, psicologicamente falando", lamentou a mãe.

Posição da prefeitura

A Prefeitura de Curitiba lamentou o ocorrido e informou, em nota, que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém um programa permanente de monitoramento e manejo da arborização urbana. "São realizadas inspeções técnicas periódicas, avaliações fitossanitárias e ações preventivas de manejo. A última revisão geral das condições arbóreas da Praça Osório foi realizada em abril deste ano", diz a nota. As equipes técnicas já inspecionaram o local e seguem apurando as circunstâncias, mas não identificaram necessidade de novas intervenções emergenciais na área.

Esperança de tratamento

A família busca agora acesso à polilaminina, uma proteína sintética desenvolvida no Brasil, ainda em fase experimental, com potencial para estimular a regeneração de nervos e tecidos lesionados na medula espinhal. "É um fio de esperança que a gente tem. A gente não vai parar de orar. A gente acredita muito em Deus e em um milagre para a vida dela, mas essa aplicação é um fio de esperança que a gente tem", afirmou a irmã.

A utilização da substância depende de análise individual e aprovação da Anvisa. O paciente precisa cumprir critérios clínicos rigorosos. O pedido de uso compassivo deve ser feito ao laboratório patrocinador, o Cristália. Se o laboratório concordar em doar o medicamento, submete o processo à Anvisa para aprovação final. O processo exige que não existam outras opções terapêuticas, avaliação médica, histórico clínico e outras informações.

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