A greve dos motoristas e cobradores de ônibus no Rio de Janeiro, iniciada à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho, já causa transtornos para milhares de passageiros. Relatos nas redes sociais e em pontos de ônibus indicam longas esperas e poucos coletivos circulando, apesar de a Justiça ter determinado que 50% da frota opere em horário de pico.
Passageiros relatam espera de horas
Maria Aparecida, moradora de Campo Grande, contou ao portal de notícias que está desde as 3h50 no ponto, mas nenhum ônibus passou até as 6h. "Estou desde 3h50 e nada. Vou chegar atrasada no trabalho mais uma vez", disse. Relatos semelhantes vieram de outras regiões, como a Zona Norte e a Zona Oeste, onde a frota do BRT também aparece reduzida.
Justiça determina frota mínima
A decisão judicial, proferida no domingo, exige que as empresas de ônibus mantenham 50% da frota circulando nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 30% nos demais horários. O Sindicato dos Rodoviários afirmou que cumprirá a ordem, mas alega que a adesão à greve é forte e que muitos motoristas não compareceram ao trabalho. As empresas, por sua vez, dizem que estão tentando negociar com a categoria.
Impacto na mobilidade urbana
A Prefeitura do Rio informou que está monitorando a situação e solicitou à Justiça que aumente o percentual mínimo da frota para 70% nos horários de pico. Enquanto isso, passageiros recorrem a alternativas como vans, trens e metrô, que também registram superlotação. A greve, que reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho, não tem previsão de término.



