As empresas de ônibus do Rio de Janeiro apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 4,5% e a concessão de cesta básica aos rodoviários. A decisão sobre aceitar ou não a oferta será tomada pelos trabalhadores em assembleia nesta terça-feira. A categoria reivindica um aumento de 17%, além de melhorias no piso salarial e condições trabalhistas.
Proposta das empresas
Em reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), as empresas ofereceram reajuste de 4,5% sobre os salários atuais e a inclusão de cesta básica no pacote de benefícios. A proposta também prevê a manutenção de cláusulas sociais. Segundo o sindicato patronal, a oferta busca equilibrar as contas das empresas, que enfrentam queda de passageiros desde a pandemia.
Reivindicações dos rodoviários
Os rodoviários, representados pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio, pedem reajuste de 17%, aumento do piso salarial para R$ 2.500,00 e melhores condições de trabalho, como redução da jornada e fim do assédio moral. A categoria alega que a inflação acumulada e o aumento do custo de vida justificam a demanda. “Estamos lutando por um reajuste justo que cubra as perdas salariais dos últimos anos”, afirmou o presidente do sindicato, Sebastião José.
Impacto para os passageiros
Caso a greve seja deflagrada, cerca de 4 milhões de passageiros que utilizam o sistema de ônibus municipal e intermunicipal no Rio podem ser afetados. A paralisação já ocorreu parcialmente na última semana, causando transtornos nos terminais e superlotação. A prefeitura do Rio informou que está monitorando a situação e que acionará a Justiça para garantir o transporte mínimo durante a greve.



