Nova ciclofaixa em Teresópolis gera polêmica por segurança e largura
Ciclofaixa em Teresópolis gera polêmica por segurança

A nova ciclofaixa implantada na Avenida Lúcio Meira, a conhecida Reta de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, tem gerado forte polêmica entre motoristas, ciclistas e moradores. As mudanças fazem parte da reorganização do trânsito da cidade e incluem a transferência da ciclofaixa para o lado oposto da via, onde passou a funcionar em mão dupla para dar lugar a uma faixa exclusiva para ônibus no sentido Várzea–Alto.

Largura abaixo do recomendado

A nova estrutura não atende às dimensões recomendadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Enquanto uma ciclofaixa bidirecional deve ter, no mínimo, 2,40 metros de largura, o novo trecho possui entre 1,70 e 1,80 metro, segundo medições de moradores.

O espaço também é utilizado por pedestres para caminhadas e corridas, o que, segundo os críticos, aumenta o risco de acidentes. A advogada Márcia Peixoto, representante do coletivo Em Movimento, afirma que as alterações comprometem a segurança de ciclistas e pedestres e defende a revisão do projeto.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Críticas à falta de participação popular

“Este projeto foi feito de maneira açodada, sem participação da população. Acreditamos que mudanças que causem impacto no dia a dia das pessoas precisam ser discutidas com a sociedade e não implementadas de maneira arbitrária”, comentou a advogada.

Com a criação da faixa exclusiva para ônibus, as pistas destinadas aos carros ficaram mais estreitas nos dois sentidos da avenida. De acordo com moradores, isso reduziu a distância entre veículos e bicicletas, aumentando a sensação de insegurança para quem utiliza a via.

Acidentes e abaixo-assinado

Além disso, flagrantes registrados por moradores mostram pedestres caminhando pelo antigo espaço da ciclofaixa, que agora faz parte da pista de rolamento. Também foram registrados acidentes desde o início das mudanças. A Prefeitura de Teresópolis informou que as faixas vermelhas foram implantadas para aumentar a visibilidade das travessias e contribuir para a redução do risco de atropelamentos.

Apesar disso, moradores afirmam que a adaptação tem sido difícil e organizaram um abaixo-assinado que já reúne quase 700 assinaturas pedindo a revisão das alterações. As obras ainda estão em andamento e parte da sinalização definitiva não foi concluída. Em nota, a Prefeitura informou que as intervenções fazem parte de um projeto de reorganização do trânsito do município e que toda a sinalização e a pintura serão concluídas nos próximos dias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar