O nível do Rio Araguaia está cheio devido às chuvas deste ano, atrasando a formação das famosas praias que atraem turistas na temporada. Em entrevista à TV Anhanguera, o diretor e fiscal de Meio Ambiente de Aruanã, Cleomar Botelho, explicou que as chuvas tardias elevaram o nível do rio, retardando o surgimento dos bancos de areia.
Comerciantes se adaptam ao nível alto do rio
A temporada do Araguaia ocorre entre julho e agosto, durante a estiagem, quando as águas baixam e revelam praias. Este ano, porém, o cenário é diferente. Richard Robert, dono de rancho, contou à TV Anhanguera que no ano passado já estavam atendendo clientes nesta época. “Está demorando muito para abaixar. Em relação ao ano passado, que a gente já estava trabalhando, já estava vendendo, atendendo clientes e esse ano ainda está esse mundaréu de água”, disse.
Para garantir o funcionamento, comerciantes fizeram adaptações. Júnior Pontes, mestre de obras, montou banheiros a 60 cm do chão para evitar inundações. Segundo o repórter Tariq Augusto, alguns ranchos precisaram mudar de lugar devido à faixa de areia menor na Praia do Cavalo, uma das mais famosas da região.
Chuvas atípicas em junho e Mato Grosso elevam o volume
O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, afirmou que o volume de chuvas em junho contribuiu para a lenta descida do rio. Cidades como Aporé, Santa Rita do Araguaia, Portelândia e Perolândia tiveram chuvas atípicas. Além disso, chuvas no norte e sul do Mato Grosso também aumentaram o volume. “Essas chuvas colaboraram para que o rio tivesse um pouco mais de água do que o trivial. Tem anos em que ele abaixa muito drasticamente. Então, essa chuva atípica de junho acabou colaborando para que o Rio Araguaia, ou pelo menos onde tem as praias ali, tivesse com mais água”, disse.
Expectativa de normalização em 10 dias
Apesar do atraso, a expectativa é de que o nível se normalize nos próximos dias. “Não temos expectativa de chuva, só esse friozinho da manhã com tardes quentes e umidade baixa. A tendência agora é o rio começar a abaixar, liberando essas praias”, explicou Amorim. O fiscal Cleomar Botelho prevê que em 10 dias o nível esteja normal para os turistas. O turista Roberto Carlos Botelho, que já aproveita o rio, garante que a experiência não é prejudicada: “Aqui é uma paz de espírito sem comentários, você se revitaliza, volta tranquilo”.



