O custo da cesta básica em Belém atingiu R$ 759,41 em junho, registrando alta de 0,55% em relação a maio e o sexto aumento consecutivo no ano, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Comprometimento da renda
Para adquirir a cesta básica, o trabalhador paraense que ganha um salário mínimo precisa comprometer 50,65% da renda líquida, o equivalente a 103 horas e 4 minutos de trabalho por mês — praticamente metade da jornada mensal de 220 horas prevista em lei.
Acumulado do semestre
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a alta chega a 13,93%, quase cinco vezes a inflação estimada para o período, que ficou em torno de 3,3%. O resultado reforça a perda do poder de compra das famílias, especialmente as de menor renda.
Produtos em destaque
Seis dos doze produtos da cesta subiram em junho. Os maiores reajustes foram no feijão (6,01%), arroz (2,96%), leite integral (2,14%) e tomate (1,30%). Do outro lado, açúcar cristal (-2,16%), banana (-1,62%) e café em pó (-1,40%) puxaram as quedas. No primeiro semestre, os destaques de alta foram tomate (71,49%) e feijão (66,73%), variações muito acima da inflação do período.
Comparação entre capitais
Entre as capitais do Norte, Palmas tem a cesta mais cara (R$ 790,23), seguida por Belém (R$ 759,41). Depois vêm Boa Vista (R$ 753,09), Manaus (R$ 732,90), Macapá (R$ 717,46), Rio Branco (R$ 704,28) e Porto Velho (R$ 698,01). No ranking nacional, São Paulo lidera como a capital com a cesta mais cara (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93) e Rio de Janeiro (R$ 920,94).
Salário mínimo necessário
Com base na cesta mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92, cinco vezes o mínimo atual.



