Calçadas e espaços livres atraem investimentos privados
Calçadas e espaços livres atraem investimentos privados

A proteção do espaço público é essencial para o desenvolvimento urbano e a democracia, afirma o Nobel Paul Romer. No Rio de Janeiro, o espaço público foi historicamente valorizado, contribuindo para a vida social e cultural. No entanto, desafios como a má gestão e ocupações desordenadas ameaçam esse patrimônio. A manutenção e proteção desses espaços são cruciais para promover confiança social e atrair investimentos.

O impacto dos pequenos obstáculos

Cercadinhos, murinhos e gradinhas parecem instalações diminutas isoladamente, mas, no conjunto, viram problemas superlativos. Esses elementos fragmentam o espaço público, dificultam a mobilidade e reduzem a sensação de segurança. Para Romer, a remoção dessas barreiras é um passo fundamental para recuperar a qualidade dos espaços livres.

Espaços públicos como catalisadores de investimento

Calçadas bem cuidadas e praças acessíveis não são apenas itens de embelezamento urbano. Elas funcionam como vitrines da gestão municipal, sinalizando aos investidores que a cidade é organizada, segura e acolhedora. Quando o poder público demonstra cuidado com o espaço comum, a confiança do setor privado aumenta, gerando mais negócios e empregos.

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O Rio de Janeiro, com sua geografia privilegiada e vocação turística, tem potencial para se beneficiar enormemente dessa lógica. No entanto, a ocupação desordenada por ambulantes, a má conservação das calçadas e a proliferação de obstáculos físicos afastam investimentos e prejudicam a imagem da cidade.

Democracia e espaço público

Romer destaca que a proteção do espaço público também é uma questão democrática. Locais de convivência coletiva, como ruas, praças e parques, são palco do encontro entre diferentes grupos sociais. Quando esses espaços são negligenciados ou privatizados, a democracia se enfraquece. Por isso, políticas públicas que priorizem a manutenção e a acessibilidade dos espaços livres são urgentes.

O desafio, segundo o economista, não é apenas técnico, mas também cultural. É preciso que a sociedade valorize o bem comum e cobre dos governantes ações efetivas. A melhoria das calçadas e a remoção de barreiras físicas são passos concretos nessa direção, capazes de transformar a paisagem urbana e atrair novos investimentos.

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