O calendário de pagamentos do Bolsa Família referente a julho de 2026 terá início no próximo dia 20. Os repasses serão realizados de forma escalonada pela Caixa Econômica Federal, seguindo o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário. Para quem possui NIS final 1, o valor estará disponível já no primeiro dia, enquanto o cronograma se estende até 31 de julho para os beneficiários com NIS final 0.
Datas de pagamento por final do NIS em julho de 2026
- Final 1: 20 de julho
- Final 2: 21 de julho
- Final 3: 22 de julho
- Final 4: 23 de julho
- Final 5: 24 de julho
- Final 6: 27 de julho
- Final 7: 28 de julho
- Final 8: 29 de julho
- Final 9: 30 de julho
- Final 0: 31 de julho
Previsão de pagamentos para o segundo semestre de 2026
Além de julho, o governo federal já divulgou o calendário previsto para os meses seguintes: agosto (de 18/08 a 31/08), setembro (de 17/09 a 30/09), outubro (de 19/10 a 30/10), novembro (de 16/11 a 30/11) e dezembro (de 10/12 a 23/12).
Quem é beneficiado e valores
De acordo com dados de dezembro de 2025, cerca de 18,7 milhões de famílias, abrangendo 48,92 milhões de pessoas, são atendidas pelo programa. O desembolso mensal do governo federal é de aproximadamente R$ 12,7 bilhões. O valor mínimo garantido por família é de R$ 600, podendo haver acréscimos conforme a composição familiar. Por exemplo, o Benefício Variável Familiar Nutriz oferece seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até 6 meses, visando garantir a alimentação da criança. Além disso, há acréscimo de R$ 50 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos. Em dezembro de 2025, o benefício médio foi de R$ 691,37 por domicílio, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Critérios para receber o Bolsa Família
A principal regra para ingresso no programa é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para calcular, soma-se a renda total e divide-se pelo número de moradores. Se o resultado for inferior a R$ 218, a família é elegível. Por exemplo, se um integrante recebe um salário mínimo (R$ 1.518) e a família tem sete pessoas, a renda per capita é de R$ 216,85, dentro do limite. Além da renda, os beneficiários precisam manter crianças e adolescentes na escola, fazer o acompanhamento pré-natal (gestantes) e manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Como se cadastrar e sacar o benefício
Para se tornar beneficiário, é necessário inscrever-se no Cadastro Único (CadÚnico), que pode ser feito nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das prefeituras. A inscrição no CadÚnico não garante entrada automática no Bolsa Família, mas é pré-requisito para avaliação. Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de ir a uma agência. O cartão virtual do Caixa Tem permite compras em estabelecimentos com função débito, além de saques em terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes bancários.



