O 'Banco Vermelho', iniciativa de conscientização sobre a violência contra a mulher e divulgação de canais de denúncia, foi instalado em Santos (SP) no último domingo (12), na quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste. A idealizadora local, Aldenir Dida Dias, de 69 anos, conhecida como Dida, explicou que a escolha do espaço uniu a agremiação e os coletivos Maria Vai Com As Outras e AfroTu. A decisão considerou o enredo da escola para o Carnaval de 2027, que abordará a luta das mulheres.
Símbolo de conscientização
Dida relatou que o projeto surgiu na Itália, em 2016, quando mulheres decidiram homenagear amigas assassinadas. De forma simbólica, a cor vermelha remete ao sangue das vítimas, servindo como referência à memória e à conscientização. “É um banco para que todas as pessoas olhem e lembrem dessa situação de violência que as mulheres vivem”, completou. O equipamento integra o Agosto Lilás, campanha pelo fim da violência contra a mulher, e atende à Lei nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos com frases de reflexão e canais de denúncia em espaços públicos.
União pela causa
Os grupos parceiros construíram e decoraram o banco de forma independente, sem recursos governamentais. Eles atuam na região com foco na luta feminista, antirracista e na cultura afro-brasileira. “A parceria surge quando a gente conhece outros coletivos que lutam pelos mesmos objetivos”, afirmou Dida.



