Audiência pública discutirá transferência do centro administrativo para prédio do Colégio Marista
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto (SP) marcou para terça-feira (16) uma audiência pública para debater o projeto de lei que pretende transferir o novo centro administrativo da Prefeitura para o prédio onde há décadas funciona o Colégio Marista. O evento ocorrerá às 18h no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários), localizado na Rua Tamandaré, 163, bairro Campos Elíseos, devido às obras no plenário do legislativo. O objetivo é discutir os impactos da proposta e coletar sugestões da população.
Detalhes da proposta de permuta
A proposta envolve uma permuta de imóveis com os proprietários do tradicional colégio. O município cederia um terreno na Avenida Braz Olaia Acosta, na zona sul, avaliado em R$ 86,6 milhões. Em troca, a Prefeitura ficaria com o imóvel da Rua Bernardino de Campos, avaliado em R$ 57,2 milhões, e receberia R$ 29,4 milhões como torna financeira do colégio. A torna financeira é o pagamento em dinheiro para equalizar a troca de bens com valores desiguais.
O texto também prevê que o colégio construa a nova escola no terreno da Avenida Braz Olaia Acosta até 31 de janeiro de 2028. Em caso de descumprimento de prazos ou encargos, haverá reversão automática dos imóveis aos proprietários originais, mesmo com benfeitorias realizadas.
Tramitação e histórico
A proposta foi encaminhada pela Prefeitura no início do mês e está em fase de recebimento de emendas na Câmara. A votação pelos vereadores está prevista para até agosto. No ano passado, a mesma proposta foi apresentada, mas retirada para revisão dos valores dos imóveis envolvidos.
Atualmente, o centro administrativo funciona em um prédio na Rua Américo Brasiliense, no Centro, desde que o Palácio Rio Branco foi desativado por problemas estruturais. Na gestão anterior, uma obra de R$ 175 milhões foi contratada para construir uma nova sede na zona norte, mas o prefeito Ricardo Silva (PSD) cancelou o contrato ao assumir e anunciou a intenção de usar o prédio do Colégio Marista. A Prefeitura argumenta que o local tem condições ideais para abrigar as secretarias e está em uma região que precisa de revitalização.



