O aplicativo Passeio Carioca utiliza geolocalização para revelar histórias ocultas do Rio de Janeiro, conectando usuários a mais de 2.500 registros de patrimônio cultural, como edifícios históricos e monumentos. Criado por Renato Bellini, o app transforma a cidade em um acervo interativo, enriquecendo o turismo e a educação patrimonial. A plataforma também integra a economia local, destacando bares e restaurantes tradicionais.
Como funciona o Passeio Carioca?
Ao caminhar pela cidade, o usuário recebe notificações com informações sobre pontos de interesse próximos. O banco de dados inclui dados do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e outras fontes, abrangendo desde casarões históricos a monumentos pouco conhecidos. Segundo Bellini, "o app resgata memórias e dá voz a lugares que muitas vezes passam despercebidos".
Impacto no turismo e na economia local
Além do viés cultural, o aplicativo incentiva o turismo de proximidade e o comércio local. Estabelecimentos tradicionais, como bares centenários e padarias históricas, são destacados no mapa, gerando fluxo de visitantes. Dados do IRPH indicam que mais de 60% dos pontos cadastrados estão em áreas de baixa densidade turística, promovendo descentralização.
Educação patrimonial e preservação
O Passeio Carioca também é usado por escolas em aulas de história, permitindo que alunos explorem a cidade de forma interativa. "A ferramenta transforma o Rio em uma sala de aula a céu aberto", afirma Bellini. A expectativa é que o app alcance 100 mil usuários até o fim do ano, contribuindo para a preservação da memória urbana carioca.



