Aluguel sobe 5,24% no semestre e pressiona orçamento das famílias
Aluguel sobe 5,24% no semestre e pressiona orçamento

O aluguel residencial acumulou alta de 5,24% no primeiro semestre de 2026, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O índice supera a inflação esperada para o período, que gira em torno de 4%, segundo economistas.

Impacto no orçamento familiar

O aumento do aluguel compromete uma parcela cada vez maior da renda das famílias. Em São Paulo, o valor médio do metro quadrado para locação subiu 6,1% no semestre, enquanto no Rio de Janeiro o avanço foi de 4,8%. Para muitas famílias, o gasto com moradia já ultrapassa 30% da renda mensal, limite recomendado por especialistas em finanças.

Regiões mais afetadas

As capitais do Sudeste lideram as altas. Em Belo Horizonte, o aluguel subiu 5,7% no semestre; em Curitiba, 4,9%. Já no Nordeste, Salvador registrou alta de 4,2%, e Recife, 3,9%. O interior também sente o impacto: cidades como Campinas e Ribeirão Preto tiveram aumentos acima de 5%.

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Perspectivas para o segundo semestre

O mercado imobiliário projeta que os aluguéis continuem subindo no segundo semestre, impulsionados pela demanda aquecida e pela oferta restrita de imóveis. Segundo a Associação Brasileira de Locadores (ABL), a vacância caiu para 8% nas principais capitais, o menor nível desde 2022.

Para o economista Carlos Melo, da Fundação Getulio Vargas, a alta reflete a combinação de juros elevados, que inibem a compra de imóveis, e a inflação de custos de manutenção. “Enquanto a Selic permanecer alta, a tendência é que o aluguel continue pressionando o bolso do brasileiro”, afirmou.

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