Acreana muda de estado após 2 anos de namoro à distância
Acreana muda de estado após 2 anos de namoro à distância

Após dois anos de namoro à distância, a acreana Erika Lauther, de 29 anos, mudou-se de Rio Branco para Brasília para viver com a companheira, a fisioterapeuta Maria Clara Araújo, de 31 anos. A decisão foi tomada no fim de 2025 e concretizada em 14 de fevereiro de 2026.

Uma conexão que começou no Acre

O casal se conheceu no final de 2023, quando Maria Clara visitava o pai e a madrasta em Rio Branco. O primeiro encontro aconteceu pouco antes do Natal, e a conexão foi imediata. “No primeiro beijo senti uma sensação diferente, mas morávamos muito longe e achei que nem valia pensar tanto sobre isso. No dia de voltar para Brasília, a despedida doeu tanto que ficou claro que o que eu sentia ao lado dela era maior do que imaginei”, conta Maria Clara.

Após três dias do primeiro encontro, Erika viajou para passar as férias com a família, mas ao retornar ao Acre, Maria Clara ainda estava na cidade. Elas passaram os dez dias seguintes juntas, e a despedida foi difícil. “Quando ela foi embora, chorei por dias com medo de não vê-la mais”, relembra Erika.

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O desafio da distância

O namoro oficial começou em janeiro de 2024, e o casal passou a enfrentar a rotina de relacionamento à distância. Foram dois anos de vídeo-chamadas, ligações diárias e visitas sempre que possível. Ao todo, foram dez viagens entre os dois estados. “A distância prega peças muito rudes. Às vezes, quando a outra está cansada, estressada ou desanimada, a única coisa a se fazer é conversar. Não é como se eu pudesse pegar um carro e ir até ela para fazer um jantar, dar um abraço ou qualquer coisa que ajude”, diz Erika.

Maria Clara compartilha do mesmo sentimento: “O maior desafio era não poder abraçar quando o coração apertava, não poder beijar quando vinha a saudade ou cuidar da outra depois de uma conversa difícil. O que nos ajudou a superar isso foi o empenho mútuo e a decisão de fazer dar certo”.

A decisão de mudar de estado

A ideia de construir uma vida juntas surgiu logo no início, mas a decisão definitiva ganhou força no fim de 2025. Erika percebeu que retornar a Rio Branco após cada visita a Brasília estava cada vez mais difícil. “Na hora de voltar de Brasília para o Acre, eu sentia como se tivesse arrancando um pedaço de mim, não fazia mais sentido estar onde ela não estivesse. Nos 2 anos que estivemos longe uma da outra eu vim sete vezes à capital federal e ela foi ao Acre três”, conta Erika.

A mudança ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2026, e Erika recebeu apoio imediato da família e amigos. “Todo mundo me disse a mesma coisa: ‘vai fundo’. Também me lembraram que eu sempre teria aonde voltar. Minha família me apoiou como nunca antes e isso marcou muito, pois, em vez de questionamentos, ouvi palavras de incentivo”, afirma.

A família de Maria Clara também reagiu positivamente. “Era comum ouvir das pessoas que eu estava claramente feliz. Mesmo quem ainda não conhecia a Erika já torcia pela gente. Meus pais já a conheciam e adoram ela, eles apoiaram a decisão, apesar de entenderem que era uma grande mudança”, diz Maria Clara.

Conselhos para quem ama à distância

Durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+, a história do casal reforça que o amor pode superar a distância. Erika aconselha: “Conversem muito. Sejam muito mais que um casal, sejam amigos e parceiros de verdade. Nem tudo é um mar de rosas, mas encontrar um lar no abraço de alguém faz tudo valer a pena”. Maria Clara complementa: “A distância é superável com vontade e dedicação. O diálogo é a chave e a confiança é a porta que ela abre. Quando a distância acaba, tudo o que foi construído permanece”.

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