O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem viagem prevista para a Bahia nesta quarta-feira, dia 1º de julho, onde dividirá palanque com o senador Jaques Wagner (PT-BA). O evento ocorre exatamente uma semana depois de o aliado deixar a liderança do governo no Senado, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Master. A expectativa de auxiliares, porém, é que Lula fique fora da tradicional caminhada do 2 de Julho, em Salvador, pela primeira vez no atual mandato.
Recomendação médica impede participação
Segundo integrantes do governo, a participação no cortejo foi desaconselhada pela equipe médica em razão do tratamento de radioterapia a que o presidente está sendo submetido. A exposição prolongada ao sol, ao calor e às aglomerações não é recomendada na atual fase do tratamento. Apesar da ausência na caminhada, Lula deve manter a viagem ao estado.
Início das obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica
Lula participará, ao lado de Jaques Wagner, da cerimônia que marcará o início das obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, em Vera Cruz. Incluída no Novo PAC, a obra terá 12,4 quilômetros de extensão e é considerada um dos principais projetos de infraestrutura do governo federal na Bahia.
Bate-volta ao Paraguai para cúpula do Mercosul
Antes de desembarcar no estado, Lula fará um bate-volta ao Paraguai, na terça-feira, para participar da 64ª Cúpula do Mercosul, em Assunção. O presidente deve anunciar um aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), principal mecanismo de financiamento de obras e projetos voltados à redução das desigualdades entre os países do bloco. Além de Lula, a cúpula reunirá os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; da Argentina, Javier Milei; e do Uruguai, Yamandú Orsi. O encontro também deve contar com convidados de outros países da região, entre eles o presidente do Equador, Daniel Noboa, e o líder da direita chilena, José Antonio Kast.
Reta final antes das restrições eleitorais
A viagem também ocorre na última semana antes da entrada em vigor das restrições previstas pela legislação eleitoral. A partir de 4 de julho, quando faltarem três meses para o primeiro turno, passam a valer uma série de limitações para agentes públicos. Entre elas, ficam restritas a publicidade institucional dos órgãos públicos e atos oficiais que possam caracterizar promoção eleitoral com o uso da máquina pública. Nas últimas semanas, Lula intensificou a agenda de viagens e anúncios de investimentos em diferentes estados. Na semana passada, esteve em Mato Grosso do Sul, onde participou da entrega da primeira etapa das obras de ampliação e modernização de terminais aeroportuários da região. Auxiliares do Planalto avaliam que este é um dos últimos períodos para ampliar a divulgação de ações do governo antes do início das restrições do calendário eleitoral.



